Acompanhe aqui as fotos das atividades do projeto Cinema e Mídias Móveis - Cine Social.
Todas as fotosDatas: 27, 28 e 29 de setembro
Horário: das 8 às 12 horas
Mostra+Bate-Papo com Cris Ventura: 27 de setembro, 19h30.
Perfil da Facilitadora: É videoartista, realizadora e produtora cultural. Graduada em Letras pela UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e mestranda em Estudos de Linguagens no CEFET/MG – Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, pesquisa novas linguagens de produção no audiovisual. Ganhou o prêmio de Melhor Ficção na VII Mostra Minas de Cinema e Vídeo, com ‘Nôva’, e Melhor Videoarte nos Festivais de Cinema Universitário de Vitória – REC, com ‘Contra a Hierarquia das Coisas Assépticas’, e o Vitória Cine Vídeo, com ‘Sangre’. Realizou também os documentários ‘Quarteirão do Soul’, ‘Do morro ao asfalto’, ‘Analogia do verme 18´ e ‘Negros Encontros Negros’, os dois últimos em co-autoria.
Proposta da Oficina: Exercitar o olhar para entender a videoarte não apenas como um gênero experimental do cinema, mas também como um dispositivo revolucionário na arte contemporânea, na mídia e nas novas tecnologias. Conhecer técnicas e princípios da produção audiovisual, principalmente as voltadas para o uso de smartphones e câmeras digitais e edição de vídeosem computador. Utilizar acervos pessoais para a produção de vídeos experimentais e poéticos.
Objetivo: Compartilhar técnicas e processos relacionados aos usos de câmeras multiformato, smartphones e dispositivos móveis para a realização de videoarte; discutir os novos paradigmas da produção audiovisual, com exibição comentada de vídeos.
Encontros:
Primeiro: Introdução à linguagem da videoarte. Breve histórico da videoarte no Brasil. Exibição de vídeos. Comentários e análises de formato, estética e conteúdo. Captação de imagens ou apresentação de imagens de arquivo pessoal (fotos, vídeos).
Segundo: Realização de pré-roteiro a partir das imagens dos alunos, pensando na composição do vídeo – impressões, sentimentos, questionamentos e emoções a serem transmitidos/as a partir das imagens. Exercício de casa: pesquisar músicas, sons, textos e fotos a serem armazenados/as em notebook, HD externo ou pen drive.
Terceiro: Edição dos vídeos, utilização das ferramentas do programa de edição e dos tutoriais que existem no youtube. Exibição e comentários.
Datas: 17, 18, 19 e 20 de outubro
Horário: das 8 às 12 horas, exceto dia 17, que será às 19h30.
Mostra+Bate-Papo com Cláudio Manoel: 17 de outubro, 19h30.
Perfil do Facilitador: Cláudio Manoel Duarte de Souza é jornalista, produtor cultural e professor de Cinema da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo Baiano. Mestre em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA – Universidade Federal da Bahia, especializado em Cibercultura, é sub-editor da publicação 404nOtF0und (UFBA), em conjunto com o Professor Doutor André Lemos. É também fundador, produtor cultural e DJ (Dj Angelis Sanctus) do grupo de música eletrônica ‘Pragatecno’.
Proposta da Oficina: Entender as etapas do processo produtivo de um audiovisual com foco em vídeo/cinema, destacando as fases de preparação e gravação, e da produção executiva.
Objetivo: Instrumentalizar os alunos para a compreensão das etapas da produção audiovisual para dispositivos móveis.
Metodologia: Working in progress, com aulas expositivas, utilizando recursos audiovisuais como slides e minifilmes, organização de equipes para produção coletiva, produção de curtíssima-metragem de 1 minuto e exibição dos filmes com discussão.
Programa: A linguagem do audiovisual em rede. O projeto. O roteiro. Produção, edição e finalização.
Sugestões de Leitura e Pesquisa:
MARQUES, Aída. Idéias em movimento: produzindo e realizando filmes no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
LUCENA, Tiago Franklin Rodrigues. Audiovisual e Dispositivos Móveis. Disponível em: http://arte.unb.br/7art/textos/tiagoFranklin1.pdf. Acesso em 8 de set de 2011.
Agência Nacional do Cinema (Ancine). Mídias Móveis – Mapeamento. Disponível em: http://www.ancine.gov.br/
Datas: 24, 25, 26 e 27 de outubro
Horário: das 8 às 12 horas, exceto dia 24, que será às 19h30.
Mostra+Bate-Papo com Dellani Lima: 25 de outubro, 19h30.
Perfil do Facilitador: Júri do arte.mov 2010, Dellani Lima nasceuem Campina Grande (PB), se formou em Dramaturgia e Realização em Cinema e TV pelo Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará e, desde 2000, vive e trabalhaem Belo Horizonte (MG). Foi curador da Mostra Indie, de BH, no ano passado e, em 2007, do programa ‘Horizontes Transversais’ da Mostra Vídeo do Itaú Cultural em BH e Belém (PA). Integrou a Comissão de Seleção do III DOCTV, na capital mineira, em 2006. É performer e fundador dos projetos de intervenção musical ‘Em Dias de Surto’ (2004), ‘E Disse que Era Economista’ (2007), ‘Madame Rrose Selavy’ (2009) e ‘Splishjam’ (2009). Suas obras já foram incluídas em importantes mostras e festivais no Brasil e no exterior.
Proposta da Oficina: Apresentar conceitos relacionados ao modo independente da produção artística contemporânea e como as tecnologias digitais viabilizaram essas produções, seus realizadores e suas propostas. Como a veiculação de vídeos e de projetos musicais independentes na internet é hoje uma excelente ferramenta para divulgar um produto ou ideia. Como a abrangência desse mecanismo cresce de forma vertiginosa para todas as finalidades: comercial, educacional, institucional, promocional, diversão e arte.
Objetivo: Inserir o aluno no universo das possibilidades criativas do modo de produção ‘Faça Você Mesmo’ com as mídias contemporâneas; produzir com baixas tecnologias (lo-fi); explorar todas as possibilidades estratégicas do audiovisual, produções, distribuições e exibições inusitadas; desenvolver conceitos, crítica e criatividade; desenvolver um registro social, cultural e memorial da cidade.
Metodologia: Exposição de conceitos e debate de ideias. Análise de trechos de filmes clássicos, de vanguarda e contemporâneos, de documentários, experimentais e videoclipes. Produção e posicionamento do trabalho artístico, manipulação dos dispositivos digitais, softwares e web 2.0.
Conteúdos Pedagógicos: O audiovisual como instrumento de conhecimento da realidade; conceitos e reflexões sobre estruturas narrativas e gêneros; as possibilidades estratégicas das tecnologias digitais no audiovisual contemporâneo.
O ato de produzir no campo do audiovisual: pré-produção e pós-produção. Utilização de componentes visuais: signos, imagens, desenhos, gráficos, entre outros. Uso dos equipamentos de captação de som e processamento de som. Noções relativas ao processo de sonorização, sonoplastia e desenho de som. Estilos de emprego do som.
Noção dos fenômenos culturais como sistemas sígnicos ou sistemas de significação. Análise e estruturas do mercado: cinema; televisão; rádio; Internet; arte-postal; etc. Introdução aos novos meios de exibição e distribuição de filmes e fomentação de público (especificamente a internet, por meio de sistemas peer-to-peer P2P – troca de arquivos on-line – de exibição e distribuição em tempo real, como Youtube [broadcast yourself], MySpace, e Mule).
Bibliografia:
ONFRAY, Michel. A Política do Rebelde. Rocco, 2001.
PELBART, Peter Pal. Vida Capital: Ensaios de Biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2003.
WILSON, Peter Lamborn. Chuva de Estrelas: o Sonho Iniciático no Sufismo e Taoísmo. Conrad, 2004.
VANEIGEM, Raoul. A Arte de Viver para as Novas Gerações. Conrad, 2002.
BEY, Hakim. TAZ: Zona Autônoma Temporária. Conrad, 2001.
EISENSTEIN, Sergei. A Forma do Filme. Jorge Zahar, 2002.
TARKOVSKI, Andrei. Esculpir o Tempo. Martins Fontes, 1998.
BEY, Hakim. Caos – Terrorismo Poético & Outros Crimes Exemplares. Conrad, 2001.
MCNEIL, Legs, McCain, Gillian – Uma história sem censura do Punk Vol. I e II. L&PM.
Datas: 21, 22 e 23 de novembro
Horário: das 8 às 12 horas, exceto dia 22, que será às 19h30.
Mostra+Bate-Papo com Danillo Barata: 22 de outubro, 19h30.
Perfil do Facilitador: Mestre em Artes Visuais pela UFBA e doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo, Danillo Barata trabalha com poéticas que articulam o vídeo, arte eletrônica, fotografia e cinema. Possui obras em acervo no Museum der Weltkulturen Frankfurt (Alemanha), na World Wide Visual Factory (Holanda) e no Museu de Arte Moderna da Bahia. Coordenou a implantação do Curso de Cinema e Audiovisual e presidiu a comissão que criou Curso de Artes Visuais, com ênfase em Multimeios da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo Baiano. É membro do coletivo Xaréu Cardume Audiovisual e pesquisador dos grupos cadastrados no CNPQ: GAAP (de Ensino, Pesquisa e Extensão em Arte, Audiovisual e Patrimônio) e LinkLivre (de Estudos e Práticas Laboratoriaisem Plataformas Livres e Multimeios).
Proposta da Oficina: Introdução à dimensão estética nos processos de formação da imagem videográfica. Abordagem das relações entre arte e técnica.
Objetivo Geral: O estudo dos campos da imagem videográfica, através do contato sistemático com as obras audiovisuais e do seu estudo teórico; a compreensão de uma perspectiva histórica dos desenvolvimentos, potencialidades e formas narrativas do vídeo, televisão e em multimeios; a discussão dos conceitos de linguagem aplicados ao vídeo; a delimitação dos campos da videoarte, videoclipe, videoinstalações, videoperformances, live imagens.
Objetivos Específicos: Possibilitar ao aluno capacidade de discutir as teorias e os processos poéticos nos vídeos e períodos trabalhados em sala; sensibilizar o discente para análises estéticas.
Metodologia: Aulas expositivas, discussão de textos e exibição comentada de filmes (vídeos), seguida de discussão.
Atividades discentes: Trabalho em equipes, apresentação de seminários e produção de texto analítico.
Programa: Por uma estética; A linguagem do vídeo; Processos e contaminações: diálogos com as artes visuais; Os precursores; As questões do corpo; A dimensão política e os processos de legitimação; Ampliação de espaços e diálogo com a TV; O videoclip; O vídeo na tela; Live imagens e a cultura do VJ; Hibridismos e a desmaterialização da imagem.
Bibliografia Básica:
BELLOUR, Raymond, Entre–Imagens. São Paulo: Papirus, 1997.
DUBOIS, Philippe, Cinema, Video, Godard. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
MACHADO, Arlindo. A arte do Vídeo. São Paulo: Brasiliense, 1990.
(Org). Made in Brasil: três décadas do vídeo brasileiro. São Paulo: Itaú Cultural, 2003.
MELLO, Christine. Extremidades do vídeo. São Paulo: SENAC, 2009.
PARENTE, André (org). Imagem-máquina. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.
Bibliografia Complementar:
MACHADO, Arlindo. O Sujeito na Tela. São Paulo: Paulus, 2007.
Máquina e imaginário: O desafio das poéticas tecnológicas. São Paulo: EDUSP, 2001.
Pré-cinemas & pós-cinemas.Campinas: Papirus, 1997.
MANOVICH, Lev. The Language of New Media.Cambridge: The MIT Press, 2000
PLAZA,Julio. Videografiaem videotexto. São Paulo: Hucitec, 1986. 206 p.
Info x foto: grafias. Imagens, Campinas, n. 3, p. 50-55, dez. 1994.
PLAZA, Julio; MACHADO, Arlindo. Artes & tecnologias. São Paulo: MAC, 1985.
RISÉRIO, Antônio. Ensaio sobre o texto poético em contexto digital. Salvador: Casa de Jorge Amado, 1998. 210 p.
Youngblood, Gene. Expanded Cinema. New York: Dutton, 1970
Datas: 28 e 29 de novembro
Horário: das 9 às 12 horas
Perfil da Facilitadora: é professora do curso de especialização em Artes Visuais ‘Cultura e Criação’ do SENAC/BA – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e colaboradora do Núcleo de Arte Educação do MAM – Museu de Arte Moderna da Bahia. Pesquisa a intervenção artística na cidade contemporânea em seu doutoradoem Processos Urbanos Contemporâneos pela UFBA – Universidade Federal da Bahia, onde também concluiu mestrado em História da Arte, com pesquisa sobre arte contemporânea. Como crítica de arte, já publicou textos no jornal A Tarde, na Revista Experimental Refil (UFMG) e na revista de arte e design Estúdio (Universidade de Lisboa) e participou da curadoria da II Trienal de Luanda (Angola), das exposições ‘Primeira Ponte’ e ‘Segunda Ponte’ do Espaço Cultural Soso (São Paulo) e de exposições no Rio de Janeiro e em Salvador.
Proposta da Oficina teórico-reflexiva ‘Idéias, experiências e percepções na produção de videoarte com mídias móveis’: Partindo das experiências práticas e do repertório dos alunos, a oficina propõe o estímulo à utilização e experimentação de mídias móveis para a produção de audiovisual.
Objetivo Geral: Provocar a reflexão sobre o que foi produzido nas oficinas anteriores pelos próprios alunos e os programas de videoarte assistidos. E ainda, estimular o descondicionamento do olhar através de uma atenção mais dedicada às situações corriqueiras da vida e às subjetividades que nos moldam.
Objetivos Específicos: Estimular a reflexão sobre a utilização e a produção de imagens poéticas através de mídias móveis, analisar o papel das mídias móveis na produção artística contemporânea, despertar o olhar crítico na busca de um tema e por em discussão a ética das imagens.
Encontros:
Primeiro: Dinâmica de apresentação e reconhecimento do grupo; apresentação de um breve histórico sobre videoarte; exibição de videoarte e discussão sobre o que foi visto, intercaladas; estimular a volta para casa/escola com outro olhar para a cidade e para o comportamento das pessoas nela (tema de discussão para o segundo dia).
Segundo: Discussão sobre o diferencial do olhar atento para a cidade e para o outro; projetar videoarte e, a partir dos vídeos, provocar uma análise reflexiva sobre o que foi exibido; dar espaço para trocas de idéias e experiências entre os alunos com debates mediados e provocados pela facilitadora.
Referências bibliográficas:
BENJAMIN, Walter. Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Relógio d’Água, 1992.
BEY, Hakim. TAZ: Zona Autônoma Temporária. São Paulo: Conrad, 2001.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
GUATTARI, Felix e ROLNIK, Suely. Micropolíticas: cartografias do desejo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
PELBART, Peter Pal. Vida Capital: Ensaios de Biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2003.
VENTURELLI, Suzete. Arte: espaço, tempo, imagem. Brasília: UNB, 2004.
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